domingo, 2 de outubro de 2011

TUDO SOBRE ALEITAMENTO MATERNO

        


        O leite materno é completo. Isso significa que até os 6 meses o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deverá ser complementada com outros alimentos. Você pode continuar amamentando até 2 anos ou mais. O leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças. Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho. Isso sem falar que a ama­mentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.
    A amamentação também traz muitos benefícios para a mãe:
- reduz o peso mais rapidamente após o parto;
- ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto;
- reduz o risco de diabetes;
- reduz o risco de câncer de mama;
- se a amamentação for exclusiva, pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez.

" A amamentação pode ser uma experiência muito gratificante para a mãe e para o bebé, com benefícios para a saúde física e mental de ambos. O leite materno é um alimento vivo, adaptável às necessidades fisiológicas e imunitárias do bebé, em cada momento da sua vida

 Como tornar a amamentação mais tranqüila e prazerosa:    

      Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem um horário para mamar. Dê o peito ao seu filho sempre que ele pedir. Com o tempo, ele vai fazendo seu horário de mamadas.
Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos.
- a melhor posição para amamentar é aquela em que você e o seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não se apresse, deixe o bebê sentir o prazer e o conforto do contato com seu corpo;
- cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. Dei­xe-o mamar até que fique satisfeito. Espere que ele esvazie bem a mama e então ofereça a outra, se ele quiser.
- o leite do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso;
- na primeira mama, o bebê suga com mais força porque está com mais fome e assim esvazia melhor essa mama. Por isso, sempre comece com aquela que terminou a última mamada, para que o bebê tenha a oportuni­dade de esvaziar bem as duas mamas, o que é importante para a mãe ter bastante leite.


"Descansar, mas também caminhar ao ar livre, alimentar-se de forma saudável e evitar o consumo de substâncias nocivas, são comportamentos favoráveis à sua saúde e da sua família. A partilha de  tarefas pode ser gratificante, num período tão mágico mas tão cheio de desafios"

Posição Correta e " pega"
Amamentação em gêmeos

Amamentação em uma criança

Forma correta da "pega"


Problemas durante a amamentação:
Rachaduras no bico do seio:

As rachaduras aparecem quando a criança não está pegando bem no peito da mãe. Se a pega do bebê não estiver correta, procure corrigi-la. Se o peito estiver muito cheio, tornando a mamada difícil, retire um pouco do leite antes, para ajudar o bebê a mamar. Se não houver melhora, procure ajuda num serviço de saúde.

Seios empedrados:

Quando isso acontece, é preciso esvaziar bem os seios. Não deixe de amamentar, ao contrário, amamente com freqüência, sem ho­rários fixos, inclusive à noite. Retire um pouco de leite antes de dar de mamar, para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito. Se houver piora, procure ajuda num serviço de saúde.

Pouco leite:

Para manter sempre uma boa quantidade de leite, amamente com freqüên­cia, deixando o bebê esvaziar bem o peito na mamada. Não precisa oferecer outro alimento (água, chá, suco ou leite). Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.

Leite fraco:

 - não existe leite fraco! Todo leite materno é forte e bom. A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco;
- nem todo choro do bebê é de fome. A criança chora quando quer aconche­go, quando tem cólicas ou sente algum desconforto;
- sabendo disso, não deixe que idéias falsas atrapalhem a amamentação.



" A adaptação entre mãe e filho é progressiva.
O bebe já tem características e aptidões próprias quando nasce. Ele precisa de alimento e cuidados, repouso e segurança, mas também, de se sentir amado e compreendido. A amamentação pode facilitar esta adaptação e a vinculação entre os dois "

Vantagens para o bebê:

Crianças que mamam têm menos risco de sofrer de doenças respiratórias, infecções urinárias ou diarréias, problemas que podem levar a internações e até à morte. O bebê amamentado corretamente, no futuro terá menos chance de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Vantagens para a mãe:

A mulher que amamenta corre menos risco de contrair câncer de mama e de ovário. Amamentar também ajuda a mulher a voltar ao peso normal mais rápido.

Doação de leite materno:

O leite materno armazenado nos bancos de leite humano é utilizado para atender bebês prematuros ou doentes que não conseguem se alimentar diretamente no seio materno. O Brasil possui a maior rede de bancos de leite humano do mundo, são 186 no país todo!

Quem pode doar:

- Para ser doadora de leite materno a mulher deve estar plenamente saudável. Mães portadoras de doenças infecto-contagiosas, como AIDS, não podem nem mesmo amamentar seus próprios filhos com o risco de contaminá-los;
- A doadora não pode fumar, beber ou tomar medicamentos;
- Antes da possível coleta, a doadora deve mostrar seu cartão de pré-natal e passar por uma avaliação clínica;
- Em alguns municípios a coleta pode ser feita em casa; a mãe telefona para o serviço responsável e os profissionais vão até ela recolher o leite;
- Ao chegar ao banco, o leite passa por um rigoroso controle de qualidade, sendo pasteurizado para eliminar bactérias e vírus



Orientações Para Profissionais:

       O Aleitamento Materno é o método óptimo de alimentação de recém nascidos e crianças pequenas,
proporcionando um alimento natural, especialmente preparado (específico de espécie), com as características nutricionais que permitem crescimento e desenvolvimento saudáveis. O leite humano é um alimento com propriedades anti infecciosas e imunológicas que conferem protecção para numerosas doenças. O aleitamento materno aumenta a saúde física e emocional da mulher e da criança e apresenta vantagens económicas, ambientais e sociais.Amamentar é uma arte que se aprende. Algumas mães amamentam com facilidade, não se confrontando com problemas, mas outras encontram muitas dificuldades e muitas contrariedades que impedem o sucesso da amamentação. Estas mulheres precisam de apoio, aconselhamento e ajuda prática e não dispõem, como era habitual, de pessoas experientes à sua volta, não vêem outras muitas vezes a dar de mamar, não têm modelos e pelo contrário podem, até, ser muito desencorajadas.
      Tradicionalmente aprendia-se com a mãe, a avó, com irmãs mais velhas, vizinhas ou amigas, mas hoje, por diversos motivos, é mais difícil encontrar alguém a quem recorrer e a quem pedir apoio e ajuda. Por isso, os profissionais de saúde têm que desempenhar esse papel de amigos, conselheiros, confidentes.As mães respeitam os profissionais de saúde, procuram-nos e confiam nas informações e no apoio por eles disponibilizado, e isto também se aplica no caso do aleitamento materno. Os conhecimentos, as atitudes e práticas dos profissionais assim como as suas capacidades para lidar com os problemas podem influenciar muito no sucesso ou insucesso da amamentação, e para isso é necessária formação apropriada.
     Contudo, nem sempre  a formação é a mais adequada e os profissionais baseiam-se muitas vezes no que ouviram, no que aprenderam com os outros (mais velhos), na sua própria experiência ao longo do tempo. Todos os profissionais de saúde devem obter formação em aleitamento materno e actualização constante dos vários aspectos com ele relacionados. Seja médico (pediatra, obstetra, médico de família), enfermeira (parteira, de cuidados familiares) ou outro profissional deve adquirir conhecimentos teóricos, práticos e capacidades de aconselhamento às mães; deve adquirir conhecimentos sobre as vantagens do aleitamento materno, a fisiologia, técnica de amamentação assim como as situações mais comuns com que se pode confrontar na sua prática profissional diária. A atitude perante o aleitamento materno deve ser profissional, porque é um tema profissional. Não é suficiente a experiência pessoal, seja ela qual for, tal como acontece com outros assuntos da prática habitual dos profissionais. É um assunto que requer formação adequada, organizada, contínua.
     Este sítio não pretende substituir-se a uma formação organizada e contínua nos Serviços de Saúde, mas sim constituir uma peça da formação e uma âncora de auxílio, com informação prática sobre como ajudar as mulheres, prevenir problemas e resolvê-los se acontecerem. Pretende contribuir para que os profissionais de saúde partilhem de informação atualizada, com uma vertente prática, com conhecimentos, atitudes e uma linguagem comum a todos.



Por: Juliane Garcia Ferreira
        Lilian Ramos Guimarães
        Soraya Martines Siqueira

TERCEIRA IDADE, SABER + PRA CUIDAR + !!!

       
         Refletir sobre o idoso é pensar o preconceito em relação às pessoas da terceira idade. Analisarmos o sentimento que alimentamos pelos mais velhos, de forma determinada e corajosa, sem tapar o sol com a peneira.Trata-se de tarefa importante. Existe um adesivo de carro que, quem ainda não viu, deveria ter visto. Ele tem uma frase forte, irônica, e de uma inteligência a toda prova. Diz o seguinte: "Velho é o seu preconceito". E não é verdade? Existe coisa mais fora de propósito, mais cheirando a mofo do que isso?
Devíamos, isso sim, tentar pegar dos mais velhos a experiência e sabedoria de vida que anos de luta e observação os ajudaram a ter. Que tal nos deixarmos contagiar por essa bagagem de conhecimento, para virmos a ser, quem sabe, jovens e adultos mais interessantes e respeitáveis? Respeitar e ouvir o idoso é respeitar a nós mesmos.
        O número de idosos no planeta jamais foi tão grande em toda a história. A maioria deles concentrada no continente europeu. Em 1995, já eram 578 milhões. Observe os gráficos ao lado. O contingente de idosos daqui a 30 anos vai representar 40% da população na Alemanha, do Japão e da Itália, este, inclusive, o único país no mundo a ter mais pessoas acima de 65 anos do que com menos de 15. A estimativa é de que, até a primeira metade do século XXI, demais países industrializados cheguem a esse patamar.





Em 2050, a expectativa de vida nos países desenvolvidos será de 87,5 anos para os homens e 92,5 para as mulheres (contra 70,6 e 78,4 anos em 1998). Já nos países em desenvolvimento, será de 82 anos para homens e 86 para mulheres, ou seja, 21 anos a mais do que hoje, que é de 62,1 e 65,2.
Como podemos perceber, diante dessas informações, o número de idosos tende a aumentar em escala mundial. Mas por que esse aumento acontece? Isto se deve, principalmente, à redução na taxa de fecundidade. A mulher, sob a influência das mudanças sociais que ocorreram a partir da década de 60, trouxe com ela alterações que vieram a afetar o emprego, a educação e ainda o casamento. Nos dias atuais, essa mulher tem a metade dos filhos que a geração de sua mãe costumava ter. Mas não só. A medicina preventiva e também programas voltados para a qualidade de vida contribuem para o fato constatado. Sem falar nas baixas taxas de mortalidade infantil ou prematura, aumentando a esperança de vida, devido a uma nutrição adequada, saneamento e tratamento de água ou pelo uso de vacinas e antibióticos.
 
Saúde do Idoso

      Garantir atenção integral à Saúde da população idosa, enfatizando o envelhecimento saudável e ativo e fortalecendo o protagonismo das pessoas idosas no Brasil. Esse é o principal objetivo da Política de Atenção Integral à Saúde do Idoso, estabelecida pela Portaria nº 2.528, de 19 de outubro de 2006.
Entre suas diretrizes estão:
  1. Promoção do envelhecimento ativo e saudável;
  2. Manutenção e reabilitação da capacidade funcional;
  3. Apoio ao desenvolvimento de cuidados informais.
      Ter uma alimentação adequada e balanceada, praticar exercícios físicos regularmente, diminuir a auto-medicação, ter uma convivência social estimulante e atividades prazerosas que atenuem o estresse, reduzindo os danos decorrentes do consumo de álcool e tabaco são ações que  promovem modos de vida favoráveis à saúde e à qualidade de vida contribuindo para um envelhecimento ativo e saudável.Promover o envelhecimento ativo e saudável significa  prevenir a perda de capacidade funcional da população idosa através da preservação da sua independência física e psíquica, bem como garantir o acesso a instrumentos diagnósticos adequados, a medicação e a reabilitação funcional.

Preucupação Futura

        A Organização das Nações Unidas (ONU) divide os idosos em três categorias: os pré-idosos (entre 55 e 64 anos); os idosos jovens (entre 65 e 79 anos - ou entre 60 e 69 para quem vive na Ásia e na região do Pacífico); e os idosos de idade avançada (com mais de 75 ou 80 anos). Estes, com mais de 80 anos, são e vão continuar sendo, na sua maior parte, do sexo feminino.
       O que afeta em geral a situação econômica das pessoas idosas é a perda de contato com a força de trabalho, a obsolescência de suas atividades, a desvalorização de seus vencimentos e pensões e a pobreza generalizada da sociedade, no mundo. Porém são mais afetadas ainda as mulheres, porque vivem mais tempo, em geral com menos recursos e menos títulos.
Por conta da elevação da expectativa de vida mundialmente, muitos países convivem hoje com idosos de diversas gerações, que possuem necessidades variadas, passando a exigir, com isso, políticas assistenciais diferentes.
      Preocupadas, portanto, com a pressão que o enorme grupo de idosos vai fazer sobre os fundos de pensões e serviços de saúde, muitas nações industrializadas passam a reformular os sistemas de seguridade social, aumentando a idade mínima de aposentadoria, elevando as contribuições dos trabalhadores à Previdência e introduzindo o financiamento do setor privado. Austrália e Inglaterra, por exemplo, irão aumentar a idade mínima de aposentadoria das mulheres para 65 anos em 2013 e 2020, respectivamente. Em 2009, o governo da Alemanha vai recorrer ao mesmo procedimento em relação a todos os aposentados. Esta preocupação dos governos só confirma o fato de que a população no mundo está ficando cada vez mais velha, mas também, o que é positivo, mais saudável. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que, lá pelo ano 2025, pela primeira vez na história, teremos mais idosos do que crianças no planeta. Como principal motivo dessa elevação da expectativa média de vida, temos: o avanço da medicina e a melhora na qualidade de vida. De qualquer forma, as desigualdades econômicas e sociais entre os países industrializados e em desenvolvimento, bem como o desnível social de cada nação, influem diretamente nas condições de saúde da população.
       A principal causa de mortalidade em países pobres ou em desenvolvimento são as doenças infecciosas. Já nos países ricos, predominam os males degenerativos, como doenças circulatórias e câncer.

Política do Idoso no Brasil

     Até 2025, o Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas. Pelo menos segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Daí o alerta ao governo brasileiro para a necessidade de se criar, o mais rápido possível, políticas sociais que preparem a sociedade para essa realidade.
      Ainda é grande a desinformação sobre o idoso e sobre as particularidades do envelhecimento em nosso contexto social. O envelhecimento humano, na verdade, quase nunca foi estudado. Poucas escolas no país criaram cursos para auxiliar as pessoas mais velhas. Uma prova disso é que até um tempo atrás, o médico que quisesse se especializar em geriatria precisava estudar na Europa.
       A Constituição de 1988, no entanto, deixou clara a preocupação e atenção que deve ser dispensada ao assunto, quando colocou em seu texto a questão do idoso. Foi o pontapé inicial para a definição da Política Nacional do Idoso, que traçou os direitos desse público e as linhas de ação setorial.
Depois da criação dessa Política, através da Lei 8.842, em 4 de janeiro de 1994, é que as instituições de ensino superior passaram a se adaptar, a fim de atender a determinação da Lei, que prevê a existência de cursos de Geriatria e Gerontologia Social nas Faculdades de Medicina no Brasil. Nesse âmbito, trabalhando com a terceira idade, existem duas entidades de relevo: a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e a Associação Nacional de Gerontologia. Bom esclarecermos que a geriatria é uma especialidade da medicina que trata da saúde do idoso, enquanto a gerontologia vem a ser a ciência que estuda o envelhecimento.Um destaque no país no auxílio à terceira idade é Brasília. Foi a primeira localidade a criar uma Subsecretaria para Assuntos do Idoso, além de instituir o Estatuto do Idoso, regido por princípios que registram o direito das pessoas mais velhas a uma ocupação e trabalho, como ainda acesso à cultura, à justiça, à saúde e à sexualidade, além, é claro, de poder participar da família e da comunidade.
       Num país como o nosso, que vê sua pirâmide populacional ser modificada pouco a pouco, tomarmos     conhecimento de entidades que se dedicam a mudar o perfil do idoso depressivo, abandonado pela família e sem projetos é de extrema importância.

" Cabe a nós trabalharmos arduamente na luta pela Saúde e Bem estar desta população tão especial e que merece nosso carinho e nossa atenção, a todos Monitores fica a tarefa de Cuidar, amar e valorizar o Idoso, a Idade mais experiente e que deve ser respeitada sempre! A todos os idosos nosso carinho e Admiração"


Por: Juliane Garcia Ferreira
       Lilian Ramos Guimarães
       Soraya Martines Siqueira